09 de noviembre de 2019

Fungos num dia de chuva

Apesar de a manhã cinzenta ameaçar chuva, arrisquei uma saída ao Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria), na esperança de fotografar alguns cogumelos e, eventualmente, algo mais que me parecesse interessante.

A meteorologia portou-se como esperado, com um céu carregado, com chuviscos ligeiros e intermitentes, mais incómodos para as lentes que para a caminhada em si.

Entretanto, não foi preciso dar muitos passos para que os primeiros fungos começassem a aparecer, sobretudo marginando os troncos dos pinheiros queimados durante o incêndio de 2017.

Os Gymnopilus junonius, em particular, parecem agarrar-se aos troncos das árvores mortas como se fossem lapas. Foi preciso parar e baixar-me para fotografar um destes vistosos cogumelos para me aperceber que o chão, em toda a volta, estava repleto de Crucibulum laeve (espécie a confirmar), uma espécie tão bonita como curiosa, mas que facilmente passa despercebida a um olhar menos atento.

Poucos metros adiante, na areia molhada, umas pegadas ainda frescas de javali, num local que eles já ocupavam antes do incêndio, vem confirmar que eles se mantém por cá, agora como antes.

Para além de um ou outro cogumelo, mais ou menos vistoso, e uma ou outra corajosa flor de inverno, o destaque vai para o minusculo neuróptero da família Coniopterygidae, entretanto identificado no Facebook por Roberto A. Pantaleoni como pertencendo ao género Conwentzia. Encontrei-o sobre uma folha de medronheiro e, com alguma dificuldade (ele não parava quieto), lá lhe consegui tirar um retrato minimamente aceitável.

Ingresado el 09 de noviembre de 2019 por franquinho franquinho | 5 observaciones | 0 comentarios | Deja un comentario

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